Anvisa apreende 2 lotes de remédio para esclerose múltipla distribuídos por empresa sem autorização desde 2025
A agência proibiu a venda de dois lotes do Ocrevus, distribuídos no Brasil pela Laf Med, sem autorização para atuar no mercado farmacêutico há quase um ano e já autuada por vender remédios falsos.

Nesta sexta-feira, 25 de setembro, a Anvisa determinou a proibição e apreensão de dois lotes do Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml, medicamento usado no tratamento da esclerose múltipla. Os lotes H7953B14 e H7953B06 tinham como destino original outros países, mas foram distribuídos no Brasil pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.
Segundo a Anvisa, a Laf Med não tem Autorização de Funcionamento, documento obrigatório para empresas que distribuem, armazenam ou transportam medicamentos, desde outubro de 2025. Sem esse controle, a agência afirma não conseguir garantir que as condições de conservação e integridade do Ocrevus foram mantidas ao longo da cadeia de distribuição. Os produtos foram distribuídos em julho, segundo O TEMPO.
A Laf Med já havia sido alvo de medida sanitária: em outubro de 2025, a Anvisa apreendeu lotes falsificados de Keytruda e Avastin comercializados pela mesma empresa. O Ocrevus tem registro sanitário desde 2022 e é indicado para formas recorrentes da doença e para a esclerose múltipla progressiva primária; em julho de 2026 a Anvisa ampliou a indicação para pacientes a partir de 12 anos e com peso igual ou superior a 40 quilos.
A restrição vale apenas para os dois lotes citados e não questiona o registro do medicamento nem alcança os demais lotes regulares disponíveis no país, segundo a Francês News. A Anvisa orienta pacientes, hospitais, clínicas e farmácias a checar o número impresso na embalagem e não usar ou comercializar unidades dos lotes apreendidos.
Quem estiver em tratamento não deve interromper ou trocar a medicação por conta própria: a recomendação é buscar o médico responsável e o estabelecimento que forneceu o produto para orientação sobre substituição. Casos suspeitos também podem ser comunicados à Vigilância Sanitária local ou à Anvisa.
A empresa que distribuiu o remédio está sem autorização para operar desde outubro de 2025
A distribuidoraO Layer 8 volta ao assunto quando houver novidade.
O relato depende da resolução da Anvisa; a agência não afirma que o medicamento estava adulterado, só que não pode garantir a cadeia de conservação.
Pacientes com esclerose múltipla
Quem usa Ocrevus precisa checar o lote antes de continuar o tratamento
- A Anvisa orienta verificar o número do lote na embalagem antes de usar o medicamento. Fonte: Francês News
- Interpretação · leitura do Layer 8A recomendação de não interromper o tratamento por conta própria mostra que a falha é de rastreabilidade, não do princípio ativo em si.
E no Brasil?
Cadeia de distribuição sem fiscalização já tinha histórico com a mesma empresa
- A Laf Med está sem Autorização de Funcionamento desde outubro de 2025 e já vendeu remédios falsos. Fonte: Metrópoles e Francês News
- A Anvisa determinou proibição de armazenar, vender, distribuir, importar e transportar os lotes específicos. Fonte: O TEMPO
Evidência▾
Mostramos 2 camadas dessa história. Se ficou alguém de fora, comenta quem é.
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Entidades Anvisa, Ocrevus, ocrelizumabe, Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda., Keytruda, Avastin
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