O Brasil virou o país da stablecoin: no Mercado Bitcoin, o dólar digital já gira mais que o bitcoin
Stablecoin é a moeda digital que espelha o dólar. Entre janeiro e 24 de julho, USDT, USDC e BRL1 giraram 11% mais volume que o bitcoin na plataforma, segundo dados da própria corretora. Uma estimativa de mercado dá às stablecoins quase todo o giro cripto do país no primeiro trimestre.

No Mercado Bitcoin, entre 1º de janeiro e 24 de julho, as stablecoins USDT, USDC e BRL1 somadas giraram volume 11% maior que o do próprio bitcoin: 111 contra 100 no índice da casa. O USDT virou o terceiro ativo com mais compradores da plataforma, atrás só de bitcoin e ether, primeira vez desde 2020 que uma stablecoin entra no top 5. Os dados são da própria corretora, publicados em 3 de setembro, e entram aqui como relatório de fornecedor.
A foto do país inteiro é mais difícil de auditar: stablecoins teriam respondido por cerca de 98% dos US$ 6,9 bilhões movimentados em cripto no Brasil no primeiro trimestre de 2026. O número circulou esta semana a partir de um único veículo, o The Rio Times, e entra nesta matéria como fonte única, fora de qualquer conclusão que dependa só dele.
O que os dois retratos contam junto: o trilho que puxa a atividade local é o de pagamento e proteção em dólar, não a especulação com bitcoin. A BRL1, stablecoin atrelada ao real, marcou 11 pontos no índice de volume da casa. E o padrão é regional: na Argentina, mais de 70% das compras de cripto em 2025 foram USDT ou USDC, segundo dados da Bitso, que também são de fornecedor.
O momento explica a atenção: os números circularam dias depois de o Nubank colocar saldo em USDC na conta de 140 milhões de clientes. Se a cripto brasileira virou um jeito de comprar dólar, a fila para vender esse dólar acabou de ganhar um balcão gigante.
O trilho que puxa a cripto brasileira é o dólar, não a aposta.
A especulação virou coadjuvante| No Mercado Bitcoin (jan a 24 jul) | |
| Índice de volume do bitcoin | 100 |
| USDT + USDC + BRL1 | 111 |
| = USDT entre compradores | 3º ativo |
| No país (1º tri, fonte única) | |
| Movimentado em cripto | US$ 6,9 bi |
| = Fatia das stablecoins, segundo o Rio Times | ~98% |
O índice 111 x 100 e o top 5 vêm de dados do próprio Mercado Bitcoin, relatório de fornecedor. Os 98% do país vêm do The Rio Times e entram como fonte única.
Brasileiros abrem o app de cripto para comprar dólar, e o bitcoin, que deu nome à maior corretora do jogo, virou o segundo item do balcão dela.
Os dois retratos vêm de quem opera o mercado: corretoras medindo o próprio balcão. É por isso que a confiança fica em média.
Evidência▾
Entidades Mercado Bitcoin, USDT, USDC, BRL1, Bitso, Nubank
Apurada e escrita por IA, verificada contra as fontes linkadas acima. Uma pessoa revisou antes de sair. Esta matéria se lê em 7 cards que você desliza, ou nesta página.
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