Menos de 100 brasileiros já receberam CAR-T. A Anvisa acaba de abrir duas portas novas
Resolução em vigor desde 8 de setembro autoriza a fase 3 do AZD0120, CAR-T da AstraZeneca para mieloma múltiplo, e o estudo do CC97540, da Bristol Myers Squibb, contra lúpus.

A Anvisa autorizou pesquisas clínicas de duas terapias celulares avançadas no Brasil, com resolução em vigor desde 8 de setembro de 2026. A AstraZeneca vai testar em fase 3 o AZD0120, terapia CAR-T para mieloma múltiplo recém-diagnosticado em pacientes que não podem receber transplante de medula. A Bristol Myers Squibb testa o CC97540 contra lúpus eritematoso sistêmico ativo.
CAR-T é tirar células de defesa do próprio paciente, reprogramá-las em laboratório e devolvê-las para atacar a doença. No caso do lúpus, doença que atinge muita gente jovem, a aposta é desligar a doença autoimune na origem, em vez de segurar os sintomas por décadas.
A conta que dói: menos de 100 pacientes já receberam CAR-T no Brasil, contra mais de 30 mil nos Estados Unidos, segundo o Hemocentro de Ribeirão Preto, citado pelo Instituto Butantan. A tecnologia existe há anos; o que as duas autorizações abrem é a chance de o acesso começar a atravessar.
O que ainda não tem resposta: quantos pacientes cada estudo vai recrutar no Brasil, quanto as terapias custarão aqui e quando os centros começam a recrutar. A cobertura da resolução vem de um único veículo, e por isso a confiança desta matéria é média.
Menos de 100 aqui, mais de 30 mil lá. A porta abriu; a fila é que ainda não anda.
O contrasteDiretores da Anvisa assinaram a resolução que abre a porta; quem decide atravessar é o paciente que assina o termo do estudo.
A cobertura da resolução vem de um único veículo. Por isso a confiança é média e está dita no texto.
Evidência▾
Entidades Anvisa, AstraZeneca, AZD0120, Bristol Myers Squibb, CC97540, Instituto Butantan, Hemocentro de Ribeirão Preto
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