A polícia achou o cofre dos hackers: R$ 8,7 milhões em carteiras de autocustódia
Na Operação ClickFix, a Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu cripto guardada em três carteiras sob controle direto dos investigados, a maior apreensão do tipo na história da corporação, segundo ela mesma. A quadrilha enganava vítimas com falsos avisos de erro no computador.

Na Operação ClickFix, divulgada em 12 de setembro, a Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu R$ 8,7 milhões em criptomoedas guardadas em três carteiras de autocustódia, o modelo em que o dono guarda a própria chave, sem corretora no meio, sob controle direto dos investigados. A corporação descreve o caso como a maior apreensão de cripto autocustodiada da sua história. Os números vêm do release oficial e da imprensa que o repercutiu, e entram aqui como autodeclaração da polícia.
A tática que batiza a operação: a quadrilha mandava falsos avisos de erro para induzir a vítima a instalar um programa malicioso e entregar o controle do próprio computador, além de falsas intimações em nome de órgãos policiais. Clicou, perdeu.
A Justiça foi além da cripto: determinou o sequestro de R$ 6,5 milhões em imóveis e R$ 2,4 milhões em veículos, somando R$ 17,6 milhões em bens travados, recálculo nosso, e o bloqueio de R$ 93 milhões em contas bancárias, com dois mandados de prisão. A ação teve apoio do Ciberlab do Ministério da Justiça e das polícias civis do RS e de SP.
O detalhe que interessa a quem guarda cripto: a promessa da autocustódia é ficar fora do alcance de terceiros, e as três carteiras estavam sob controle direto dos investigados. Como a polícia chegou às chaves, o release não explica. É a pergunta que fica aberta no registro desta matéria.
A promessa da autocustódia é ficar fora do alcance de terceiros. As chaves acabaram com a polícia.
O cofre que não era inalcançável| Apreendido e sequestrado | |
| Cripto em 3 carteiras de autocustódia | R$ 8,7 mi |
| Imóveis | R$ 6,5 mi |
| Veículos | R$ 2,4 mi |
| = Bens travados pela Justiça | R$ 17,6 mi |
| Bloqueado à parte | |
| = Em contas bancárias | R$ 93 mi |
Todos os valores vêm do release da PCSC, replicado pela SSP-SC e pela imprensa; são autodeclaração da polícia, sem contagem independente. A soma de R$ 17,6 mi é recálculo nosso.
A quadrilha enganava quem clicava num falso aviso de erro, e a polícia chegou às chaves que a autocustódia prometia manter fora de alcance.
Todos os números têm um único emissor: a própria polícia. É o que trava a confiança em média, mesmo com a operação confirmada.
Evidência▾
Entidades Polícia Civil de Santa Catarina, SSP-SC, Operação ClickFix, Ciberlab, Ministério da Justiça
Apurada e escrita por IA, verificada contra as fontes linkadas acima. Uma pessoa revisou antes de sair. Esta matéria se lê em 7 cards que você desliza, ou nesta página.
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