Layer 8

Molécula criada para câncer mata o parasita da malária, e ainda corta a transmissão

Um time da USP testou 14 derivados de uma classe anticâncer e mostrou, in vitro, que eles atacam o Plasmodium falciparum em duas frentes: a fase que causa os sintomas e o estágio que infecta o mosquito. Faltam os testes in vivo.

Confiança média·4 min de leitura
Prefere arrastar? A mesma matéria em 6 cards, feita para o celular.
Mosquito Anopheles stephensi picando pele humana, com o abdômen cheio de sangue
O Anopheles transmite o parasita da malária, que matou 600 mil pessoas em 2024, segundo a OMS. Foto ilustrativa.Jim Gathany · Public domain

Um time da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, coordenado por Celia Garcia, testou 14 derivados de 6-anilinopurina, uma classe de moléculas desenvolvida contra o câncer, e mostrou in vitro que eles eliminam o Plasmodium falciparum. O estudo saiu na ACS Omega e ganhou destaque na Agência FAPESP em 15 de setembro.

Malária é a doença transmitida por picada de mosquito que matou cerca de 600 mil pessoas em 2024, segundo a OMS, 90% delas por esse parasita. O achado ataca em duas frentes: a fase assexuada, que causa os sintomas, e os gametócitos, o estágio que infecta o mosquito. Ou seja, além de tratar quem está doente, a molécula pode cortar a cadeia de transmissão.

O mecanismo tem nome: inibição da PfHDAC1, uma enzima do próprio parasita. É o mesmo tipo de alvo que a classe original persegue em células de tumor, o que explica o reaproveitamento.

O tamanho honesto do resultado: in vitro, em placa de laboratório. Testes em animais ainda não foram feitos, testes em humanos não estão no horizonte do paper, e a Agência FAPESP, que deu o destaque, é ligada à fundação que financia o estudo. Por isso a confiança desta matéria é média.

Tratar quem está doente e desarmar o mosquito na mesma molécula.

As duas frentes
Layer 8

Uma equipe decidiu procurar o remédio novo na gaveta dos antigos: reaproveitar molécula de câncer contra a malária foi escolha de gente, não acaso de laboratório.

Como chegou aqui
2024A malária mata cerca de 600 mil pessoas no ano, segundo a OMS; 90% por P. falciparum.
JULO paper sai na ACS Omega: 14 derivados, duas frentes, alvo PfHDAC1.
15 SETA Agência FAPESP destaca o estudo e a pauta entra no radar da semana.
O que você pode verificar, e o que não
O paper na ACS Omega, com DOI público e os 14 compostos.
O efeito in vitro nas duas frentes: fase assexuada e gametócitos.
As 600 mil mortes em 2024, na ficha oficial da OMS.
Testes in vivo, em animais. Ainda não feitos.
Testes em humanos. Fora do horizonte do paper.

O resultado é in vitro, e a Agência FAPESP, que divulgou, é ligada à fundação que financia o estudo.

Evidência
ACS Omega (paper, DOI 10.1021/acsomega.5c12744)O paper: os 14 derivados, as duas frentes, o alvo PfHDAC1.primária · jul 2026
Agência FAPESPO destaque em português. A agência é ligada à fundação que financia o estudo.imprensa · 15 set 2026
OMS, ficha de maláriaAs cerca de 600 mil mortes em 2024 e a fatia do P. falciparum.oficial · 16 set 2026

Entidades USP, Celia Garcia, Plasmodium falciparum, PfHDAC1, ACS Omega, Agência FAPESP, OMS

Apurada e escrita por IA, verificada contra as fontes linkadas acima. Uma pessoa revisou antes de sair. Esta matéria se lê em 6 cards que você desliza, ou nesta página.

Como o Layer 8 é feito
Leia depois
Primeira página
Mosquito Anopheles stephensi picando pele humana, com o abdômen cheio de sangue
Layer 8Camada 8 · Papers · Brasil · 01

Molécula de câncer contra o parasita da malária.

Compostos derivados de classe anticâncer testados
14
2frentes: sintomas e transmissão600 milmortes por malária em 2024, OMS
Layer 8O ataque · 02

Uma molécula, duas frentes.

01<b>Fase assexuada:</b> o estágio do parasita que causa os sintomas.
02<b>Gametócitos:</b> o estágio que infecta o mosquito; atingir aqui corta a transmissão.
03<b>O mecanismo:</b> inibição da PfHDAC1, enzima do próprio parasita.
04<b>A origem:</b> a classe 6-anilinopurina foi desenhada contra o câncer.
Layer 8O tamanho honesto · 03

O que já foi provado e o que falta.

Elimina o parasita in vitro, nas duas frentes.
O mecanismo: inibição da enzima PfHDAC1.
O paper na ACS Omega, com DOI público.
Testes in vivo, em animais: ainda não feitos.
Testes em humanos: fora do horizonte do paper.

A Agência FAPESP, que divulgou, é ligada à fundação que financia o estudo.

Layer 8

O remédio novo estava na gaveta dos antigos.

Uma equipe escolheu reaproveitar molécula de câncer contra a doença que mata 600 mil por ano e raramente disputa a fila dos investimentos.

Layer 8E você? · 05

Reaproveitar remédio de câncer contra malária: aposta certa?

Toque num lado. Seu voto fica salvo neste navegador.

Layer 8O registro inteiro · 06

A matéria completa, com as fontes linkadas, está no site.

ACS Omega, Agência FAPESP, ficha de malária da OMS.

A primeira página/context →
Início
01 / 06