Ele viveu 271 dias com um rim de porco. Agora vive com um rim humano
Paper no The Lancet detalha o caso de Tim Andrews, 66 anos, no Massachusetts General Hospital: recorde de sobrevida sem diálise com rim suíno e a primeira ponte para um rim humano de doador. O primeiro caso, em 2024, durou 52 dias.

Estudo publicado no The Lancet detalha o caso de Tim Andrews, 66 anos, que viveu 271 dias sem diálise com um rim de porco geneticamente modificado, no Massachusetts General Hospital. Xenotransplante é usar um órgão de animal editado geneticamente para o corpo humano não rejeitar.
É o recorde de sobrevida sem diálise com rim suíno em um humano vivo: o primeiro caso do tipo, em 2024, tinha durado 52 dias. Andrews recebeu o xenotransplante em janeiro de 2025 e, em janeiro de 2026, se tornou o primeiro paciente a fazer a ponte de um rim de porco para um rim humano de doador.
O caso virou a referência mais concreta do campo dos xenotransplantes, que testa rins, corações e fígados de porcos editados para driblar a fila de órgãos. A promessa é grande justamente porque a fila é longa e a diálise é dura.
A honestidade que o marco exige: um caso não é estatística. Os resultados de longo prazo do rim humano pós-ponte seguem em aberto, e ninguém sabe dizer quando o xenotransplante vira tratamento de rotina.
271 dias fora da máquina não é estatística. É um caso. Mas é o maior que existe.
O tamanho do marcoCirurgiões do Massachusetts General decidiram tentar uma ponte que ninguém tinha feito, e Andrews assinou o risco duas vezes.
Um paciente é prova de possibilidade, não de tratamento.
Evidência▾
Entidades Tim Andrews, Massachusetts General Hospital, The Lancet
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